segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A crise financeira nos EUA pode começar atingir as estrelas da web 2.0.”

A afirmação acima pode parecer mentira, mas na última semana o portal CNet divulgou uma lista de empresas do meio digital que estão sob risco de afundar no meio da turbulenta crise mundial. Maior crise desde 1929, o atual cenário pode atingir empresas que consideravam-se imunes ao grande abalo financeiro.

Conheça abaixo a lista dos gigantes ameaçados:

- Twitter A grande epidemia entre blogueiros, como comentei no último post, atualmente conta com milhões de usuários, inclusive empresas que utilizam o serviço para alcançar seu clientes.

Risco: A empresa não conta atualmente com nenhum modelo de receita. Para a CNet, uma estratégia discreta de publicidade não iria aborrecer os internautas, que querem ver o serviço fazendo dinheiro (e continue ativo).

- Skype Uma das maiores empresas da lista, o fantástico serviço de telefonia via IP transformou-se em uma promissora empresa quando foi comprado pelo gigante eBay por US$ 4,1 bi em 2005.

Risco: Com o atual cenário financeiro, o site de leilões pode deixar de lado o Skype e manter o foco de suas reservas voltados ao seus principal negócios.

- MySpace Um dos maiores serviços de rede social nos EUA, o MySpace faz parte do patrimônio do magnata Rupert Murdoch.

Risco: Mesmo gerando renda, o site corre risco por fazer parte da fortuna de Murdoch. Tornando-se mais um serviço a ser deixado de lado pelo dono, fato que pode concretizar-se caso perca espaço para o Facebook, concorrente de peso que tem conquistado cada vez mais usuários nos EUA e no mundo.

- Pandora Um dos pioneiros sites de música

Risco: O serviço já não funciona fora dos EUA por questões legais devido aos altos royalties cobrados pela execução de música. A empresa podem fechar de vez o serviço, se um acordo favorável não for fechado em breve com a indústria fonográfica.

- Second Life O “revolucionário” serviço prometia ser o futuro da web social quando foi lançado.

Risco: Second quem? Se viver uma vida já anda difícil, imagine a segunda. Os acessos do serviço tem caindo tanto que falta gente para usar e, em consequência, falta dinheiro

- Ask.com Fundando em 1996 por Garrett Gruener and David Warthen, o Ask.com é parte integrante da elite de sites de busca.

Risco: Como diz o pessoal da CNet: “Ser o quarto colocado numa corrida de três cavalos não é uma boa“. O alto custo de competir no mercado de buscas pode acabar com a ferramenta.